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cremepimenta

Dom | 30.04.17

Tradições

Eu gosto de tradições e gosto de as manter vivas.

E nesta noite de 30 de Abril para 1 de Maio, há que pôr as giestas (ou maias) nas janelas e porta de casa!

Por cá, até os carros dormem adornados com estas florzinhas amarelas. Simples e bonito.

giestas.png

 

Sex | 28.04.17

O que aprendemos através dos nossos filhos

Lembra-me o Facebook que, há precisamente 6 anos (!), partilhei o seguinte:

Aprendi esta manhã no ZigZag* (programa infantil da RTP2 pra quem não piquinitos), que gastamos menos energia a sorrir do que a franzir as sobrancelhas! Aprendam também...

Informação altamente relevante, que achei importante partilhar.

 

*à altura não havia canal Panda e afins lá por casa :)

Ter | 25.04.17

Manter viva a memória de Abril

Hoje, pela manhã, já ouvimos Zeca Afonso e voltámos ao livro que explica o 25 de Abril aos mais novos, que a Carlota fez questão de ir a ler no carro.

Depois do episódio que relatei por aqui sobre como dei a conhecer Zeca Afonso à Carlota, acho que consegui cativar nela o gosto pela nossa história e por este que considero o momento mais importante para a sociedade de hoje. Algo que não devemos descurar, para que as gerações que nos sucedem não esqueçam que a liberdade é frágil e não devemos dar a democracia como certa.

Liberdade e democracia. Duas conquistas de Abril que não se esgotam, nunca estão concluídas e, hoje mais do que nunca, há que manter vivas. 

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Este livro pertence a uma colecção sobre momentos históricos adaptados a livros infantis, mais precisamente, o livro dedicado ao 25 de Abril. Ela quer levar o livro para a escola e eu gosto que ela sinta esse apelo. E espero que consiga captar, pelo menos, um minuto de atenção de um colega de turma. Chegará para que a memória de Abril possa viver.

Numa altura em que vivemos os feriados apenas na ânsia de mais uma folga, gostava que as escolas fizessem um esforço para explicar às crianças o porquê destas datas especiais que devem ser sempre lembrados. Muito mais do que os feriados religiosos, o significado dos feriados históricos deve ser recordado e ensinado.

E deixo-vos Zeca. Para ouvir, hoje e sempre.

 

Abril, hoje e sempre. 

Qui | 20.04.17

Do tempo para nós

Nós mulheres e mães, perdemo-nos muitas vezes de nós mesmas. Com a vida, o trabalho, os filhos, a casa.

Eu não sou diferente. Aqui me confesso de que, depois de nascer a minha primeira filha, demorei algum tempo até me lembrar que tinha de cuidar de mim e isso reflectiu-se, por exemplo, no tempo que decorreu sem voltar à minha esteticista do coração (também não cheguei ao ponto de poder pentear os pêlos que costumo arrancar, vá). Mas foi uma lição. Na segunda volta, estava de volta, pass'a redundância, à cera poucos dias depois de ter tido alta.

Mas conversa diferente é o tempo em que se dá o click para voltar a tomar consciência que para me sentir bem, tinha de me livrar dos quilos a mais e voltar a gostar de olhar para o espelho (embora isso será conversa para outro post). E aqui entra o exercício físico. Ou melhor, o equilíbrio para encontrarmos tempo para o encaixar, seja de que forma fôr, na nossa vida. 

Toda esta conversa, veio a propósito de um comentário que deixei neste post d'A Mãe dos PP's e que passo a transcrever:

Percebo-te, diria até, demasiado bem! Também eu me perco na vida, na maternidade, no trabalho, mas às vezes desperto e percebo que se não estiver bem comigo, também não consigo estar bem com as duas coisas mais importantes da minha vida, as minhas filhas (posso somar a terceira, o marido ;) ).
Ao encontrarmos tempo para nós, não estamos a roubar tempo à família. Estamos a dar qualidade ao tempo que lhes vamos dedicar!

Eu confesso que demorei algum tempo para interiorizar isto. E confesso ainda que às vezes tenho de lutar comigo mesma para me forçar a encontrar-me e a encontrar tempo para mim (sim, o exercício físico).

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Como em tudo na vida, não somos todos iguais. E, se para algumas mulheres isto é inato, outras precisam de ajudar para o perceber. Precisamos de estar de bem connosco para estarmos bem com os outro. É uma frase feita, eu sei, mas eu acredito que é bem verdade.

Assim como, depois de sermos pais, continuamos a ser um casal e qualquer relacionamento deve ser alimentado. Já não somos adolescentes despreocupados é verdade, mas uma hora de namoro, dois minutos de mimo, uma conversa ao final do dia, uma queca apressada antes que os miúdos acordem... tudo isto é vital. E faz bem à pele.

Ter | 18.04.17

As notícias e o mundo

Hoje proponho um post diferente. Vou fazer uma espécie de revista de imprensa a duas notícias que me despertaram várias questões.

- Começo por esta notícia: "Bebé de três meses interrogado por suspeita de terrorismo após erro em formulário"

Ora, esta situação levanta-me algumas dúvidas. Desde logo, como é possível chamarem para interrogatório um bebé de 3 (sim três) MESES?

Depois também me questiono de qual a eficácia de constar num formulário de pedido de autorização de viagem a questão "procura envolver-se ou já esteve envolvido em actividades terroristas, espionagem sabotagem ou genocídio?"?! Haverá alguém que viaje com más intenções, que as declare assim, abertamente, num formulário de entrada? Gosto de acreditar na humanidade e na honestidade de cada um.

- - -

- Em Portugal o regresso do Sarampo é uma das notícias em destaque, associada à pseudo-moda de não vacinar os filhos, gerando discussões sobre "Pais que não vacinam as crianças: direitos e deveres"

Eu até sou uma pessoa que acredita na liberdade dos outros e na máxima de que cada um sabe de si, mas nesta matéria desculpem, não vejo teoria que possa justificar esta opção. Excepto nos casos clinicamente justificados, não vejo razão lógica para recusar as vacinas (gratuitas) integradas no plano nacional de vacinação*. Se é a este mesmo plano que devemos o facto de algumas doenças serem consideradas "do passado", porque raio havemos de desafiar a sorte e jogar ao acaso com a saúde e vida dos nossos filhos? E pior, dos filhos dos outros.

Agora parece que é moda ir contra a evolução médica. Compreendo a defesa de uma maior humanização dos cuidados de saúde, mas recusar tratamento ou intervenção médica só porque "é mais natural" ou porque a corrente em voga actualmente na Internet assim o defende para mim, pura e simplesmente, não faz sentido.

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Acho que vou voltar a recorrer à Mafaldinha:

mundo.jpg

 

*posição diferente tenho em relação às vacinas que não integram o plano, mas são recomendadas por muitos pediatras. São geralmente (demasiado) caras e, logo, não acessíveis a todos. Nós optámos por dar essas vacinas às miúdas, mas considero que se são realmente importantes então deveriam ser incluídas na vacinação gratuita.

Seg | 10.04.17

Aos senhores da publicidade

A vida já é confusa o suficiente. O mistério pascal da relação entre ovos e coelhos, ou a eterna questão de porque raio um pedaço de chocolate feito em forma de ovo com um boneco de gosto duvidoso lá dentro custa um balúrdio de dinheiro já seriam problemas suficientes para uma pessoa tentar perceber. Mas não. Os senhores responsáveis pela publicidade de um determinado supermercado lembraram-se de uma forma de nos baralhar ainda mais.

Apresento-vos, o Coelho de Natal!?

coelho de natal.png

Confusos? Também eu.

Ainda mais com o copy usado para a publicidade que passa na rádio. Vai uma pessoa a conduzir, a pensar na vida e como já estamos em Abril e está na altura de comprar as amêndoas para os afilhados e lá está a voz do rádio a falar em Natal. É de uma pessoa se baralhar... 

Sab | 08.04.17

As crianças são ultra-eficientes

toddler.jpg

Enquanto a mãe tentava atinar com aquelas cenas que prometem fazer milagres à pele da nossa cara (ou como quem diz, lavava a cara à noite), Dona Baby C. conseguiu:

  • pegar na lâmina de barbear do pai e tentar experimentar na cara dela;
  • esticar-se para chegar à embalagem do sabonete líquido, ao perfume do pai, à escova de dentes da irmã...;
  • esfregar as mãos (e talvez também a boca) no amaciador de cabelo da irmã;
  • começar a chupar (sim levaram bem) o gel de banho dela através do doseador;
  • atirar com os bonecos do banho para dentro do cesto da roupa suja, qualquer dia a baleia verde vai à máquina de lavar roupa;
  • acho que já perceberam a ideia...

Depois as pessoas admiram-se por a pessoa ter a pele numa lástima...

 

Ter | 04.04.17

Amor de avó é surdo

Já todos sabemos que o amor é cego, mas ontem tive a certeza que o amor de avó é também surdo.

Miúda acabada de chegar da aula de música e piano, entusiasmada com as canções que está a treinar para tocar no recital futuro.

E, abençoada miúda, esforça-se mas, benzá'Deus é desafinada tal como sua mãezinha, minha pessoa*. A carga genética é tramada e de mim herdou também a falta de jeito para o desenho.

Ora, comentário da avó: "Ela tem jeito, canta muito bem!"

Em defesa de senhora minha mãe devo assinalar a perda de audição de um dos ouvidos devido a trauma na infância!

*don't fear futuros recalcamentos, aqui a mãezinha aplaudiu o concerto, em formato Got Talent a pedido da artista, e deu os parabéns à cria!