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cremepimenta

Ter | 31.10.17

A nossa Bruxa Alada

Eu queria fazer um post bonito, cheio de detalhe sobre a Bruxinha Alada que deixei hoje na escola. Mas a (nehuma) vontade para tirar fotos desta manhã impediu a publicação mais detalhada. Afinal hoje é só a sua terceira festa de Halloween 2017...

Ficam alguns pormenores. Feita em casa foi a Aranha Josefa, que foi aplicada numa simples camisola preta. Um projecto DIY de Halloween bem simples e engraçado (acham que vale a pena partilhar para criarem no próximo ano, quiçá?)

halloween.png

A mais pequena, embora já delire com "buxas" e "cá medo" de qualquer coisa que ela pronuncia como Halloween ainda passou ao lado das máscaras...pelo menos este ano! 

 

 

Seg | 23.10.17

Se calhar já chega de YouTube?!

Percebes que a tua filha mais nova talvez - talvez vá - esteja a ver YouTube a mais quando, aos dois anos e poucos meses, te chama, de lápis de cor na mão, e diz:

Óia mãe yellow e red

Notas de rodapé (antes que chamem os serviços de protecção ou citem os gurus da pedagogia):
- o "Santo YouTube" é usado em casos de extrema necessidade, vulgo, dias em que a sopa teima em não ir ou momentos em que preciso mesmo de ter a miúda um bocadinho sossegada;
- ela também já sabe as cores em Português de Portugal, variando portanto entre o yellow e o amarelo, ou entre o red e o vermelho (encarnado não conhece ainda, esperemos por maior convivência com a família a sul :) e resolvemos essa situação). É bilingue das cores!

Sex | 20.10.17

Sobre o Nosso Presidente

Gosto do Marcelo e gosto da forma como ele exerce o cargo de Presidente. 

Ele sim, é um Presidente de todos, que está com todos e em todo lado (confesso que às vezes temo que me caia no prato à hora de refeição, mas adiante), mas às vezes acho que também peca por excesso.

No fundo acho que veio aproximar os cidadãos do cargo de Presidência, dando um verdadeiro sentimento de estado. É só a minha opinião.

Gostei de ver Marcelo a partir para Pedrógão assim que se começou a ter ideia da tragédia, mas  não gostei de ouvir Marcelo na sua primeira intervenção, quando disse que foi feito o "máximo" que se podia ter feito. Quando se perdem tantas vidas é porque não foi feito o máximo e algo falhou. Não foi o Governo que fez cair a ponte em Entre-os-Rios, mas não zelou para que ela não caisse engolindo tantas vidas nas águas do rio.

Já por aqui escrevi, não foi a ministra ou o Governo que ateou os incêndios, mas algo falhou redondamente em Pedrógão e novamente no último domingo em vários pontos do país. Falhou a prevenção e falhou o combate. Falhámos todos, já o escrevi também.

Mas esta semana já gostei mais de ouvir Marcelo. O seu discurso sai depois da tragédia, pensado, estudado e ponderado. Gostei não por ser em si um puxão de orelhas ao Governo, mas porque nas entrelinhas pediu a tal empatia e acção, além da responsabilidade, de que eu escrevia ontem.

E continuo a gostar de Marcelo, o Presidente que não dorme e vai a todo o lado, sempre pronto para dar o abraço e o carinho que falta a muitos dos que nos devem proteger e governar.

Porque o abraço do Presidente não traz as vidas de volta, mas conforta populações tantas vezes esquecidas na certeza de que o país não assobia para o lado enquanto se limpam as cinzas de uma tragédia cujas consequências se vão sentir ainda durante muito tempo.

marcelo incêndios.jpg
Foto: EPA/NUNO ANDRE FERREIRA
(publicada em notícia do DN online)

 

 

Qui | 19.10.17

Um país pintado a cinza

Da torrente de imagens dos incêndios que se desfilam perante os nossos olhos, pela televisão, jornais e redes sociais, houve uma que me marcou. Pela simplicidade e pela forma como passa a mensagem que a tragédia dos incêndios deixou uma marca profunda, escrita a sangue, no nosso país.

Uma pegada de sangue, para sempre marcada no asfalto.

Foto: André Gouveia/Global Imagens
Foto: André Gouveia/Global Imagens 
O autor da foto, o fotógrafo André Campos Gouveia da Global Imagens, explica aqui a "história" da imagem.


Já muito se disse e ouviu, se escreveu e leu sobre a tragédia, mas tenho entalado na ponta dos dedos algumas considerações que quero partilhar:

- Eu acreditava que tínhamos - todos - aprendido com Pedrógão. Afinal estava enganada. Não aprendemos nada. Mas agora que a contabilidade dos mortos ultrapassou a barreira da centena, espero bem que todos nós aprendamos alguma coisa.

- É evidente que nem a ministra, nem o primeiro-ministro ou todo o Governo foi o culpado directo pela tragédia. Mas não pode o poder central assobiar para o lado e reagir com total falta de empatia. Esperava eu que quem nos governa assumisse que falhou e pedisse desculpa. Todos falhámos. Alguém devia pedir desculpa por todos nós.

- A demissão da ministra não traz os mortos de volta, nem o Costa vai agora encontrar uma varinha mágica para fazer desaparecer todos os erros do passado (com responsabilidade de todos os governos anteriores de todas as cores políticas), mas há que admitir que temos um problema e todos os partidos se deviam agora concentrar em resolver o problema de fundo e deixar a luta partidária de lado.

- Eu até consigo perceber o alcance das palavras da ministra, ou pelo menos o que ela queria realmente dizer, mas há coisas que não se dizem. Mais uma vez, dos governantes esperava empatia e não citações de cada um tem de se auto-proteger ou que isto ainda se vai repetir. Não pode repetir. Foi grave demais.

- Espero sinceramente que se olhe para a floresta como um recurso e que se reflicta sobre afinal qual o verdadeiro motivo de tantos incêndios. Quem tem a ganhar? E como podemos evitar este flagelo?

- Prevenção. Prevenção. Prevenção.

- É preciso reflectir que somos um país onde base de segurança de bens e pessoas e a resposta de emergência assenta num exército de bombeiros voluntários! Estamos no século XXI. Segundo o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, no distrito de Aveiro, por exemplo, o socorro assenta todo no associativismo, não existindo estruturas profissionais de bombeiros. Se temos políticos profissionais, porque não temos mais bombeiros profissionais e paramos de estar apenas dependentes de homens e mulheres que dão a vida por nós, sacrificando o seu tempo livre, que saem para combater um incêndio ou dar primeira resposta em caso de acidente depois de um dia de trabalho. E que voltam ao seu trabalho mesmo depois de uma noite de serviço em prol da comunidade. Os bombeiros voluntários vão sempre ser necessários e precisos, mas temos de pensar no futuro.

- É preciso agir!

Ter | 03.10.17

Love will save the day

"So after all's said and done

I know I'm not the only one
Life indeed can be fun
If you really want to
Sometimes living out your dreams
Ain't as easy as it seems
You wanna fly around the world
In a beautiful balloon"

Hoje reencontrei a Des'ree e podia também partilhar a "You Gotta Be":

"Time ask no questions, it goes on without you
Leaving you behind if you can't stand the pace
The world keeps on spinning
Can't stop it, if you tried to
The best part is danger staring you in the face"

mas no final de contas:

"All I know, all I know, love will save the day"