Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cremepimenta

cremepimenta

Qui | 20.04.17

Do tempo para nós

CremePimenta
Nós mulheres e mães, perdemo-nos muitas vezes de nós mesmas. Com a vida, o trabalho, os filhos, a casa. Eu não sou diferente. Aqui me confesso de que, depois de nascer a minha primeira filha, demorei algum tempo até me lembrar que tinha de cuidar de mim e isso reflectiu-se, por exemplo, no tempo que decorreu sem voltar à minha esteticista do coração (também não cheguei ao ponto de poder pentear os pêlos que costumo arrancar, vá). Mas foi uma lição. Na segunda volta, estava (...)
Seg | 10.04.17

Aos senhores da publicidade

CremePimenta
A vida já é confusa o suficiente. O mistério pascal da relação entre ovos e coelhos, ou a eterna questão de porque raio um pedaço de chocolate feito em forma de ovo com um boneco de gosto duvidoso lá dentro custa um balúrdio de dinheiro já seriam problemas suficientes para uma pessoa tentar perceber. Mas não. Os senhores responsáveis pela publicidade de um determinado supermercado lembraram-se de uma forma de nos baralhar ainda mais. Apresento-vos, o Coelho de Natal!? Confusos (...)
Sab | 08.04.17

As crianças são ultra-eficientes

CremePimenta
Enquanto a mãe tentava atinar com aquelas cenas que prometem fazer milagres à pele da nossa cara (ou como quem diz, lavava a cara à noite), Dona Baby C. conseguiu: pegar na lâmina de barbear do pai e tentar experimentar na cara dela; esticar-se para chegar à embalagem do sabonete líquido, ao perfume do pai, à escova de dentes da irmã...; esfregar as mãos (e talvez também a boca) no amaciador de cabelo da irmã; começar a chupar (sim levaram bem) o gel de banho dela através do (...)
Ter | 04.04.17

Amor de avó é surdo

CremePimenta
Já todos sabemos que o amor é cego, mas ontem tive a certeza que o amor de avó é também surdo. Miúda acabada de chegar da aula de música e piano, entusiasmada com as canções que está a treinar para tocar no recital futuro. E, abençoada miúda, esforça-se mas, benzá'Deus é desafinada tal como sua mãezinha, minha pessoa*. A carga genética é tramada e de mim herdou também a falta de jeito para o desenho. Ora, comentário da avó: "Ela tem jeito, canta muito bem!" Em defesa (...)
Sex | 31.03.17

DIY* | Os coelhos que nascem de ovos

CremePimenta
Depois de ter andado dois dias a pensar no que me fui meter, em duas noites depois do jantar, eu a C. conseguimos concluir, com êxito a missão. E atendendo a que estamos a um passo das férias da Páscoa, este foi o mote: coelhos e ovos. Embora nunca tenha entendido bem esta ligação, parece que provei que sim, afinal os coelhos podem nascer de ovos :) E como este é um projecto bem giro e (...)
Qui | 30.03.17

O coração em palavras

CremePimenta
Lembra-me o Facebook, que há um ano eu escrevi-a isto: Faz hoje 10 meses que o nosso mundo ficou ainda mais rosa. Dez meses. Já são precisos todos os dedos das duas mãos para contar os meses em que vieste completar a nossa vida. E do início da tarde de há dez meses, depois de toda a emoção de uma noite em trabalho de parto (santo, (...)
Seg | 27.03.17

Onde me fui meter?

CremePimenta
Sou perita em "me meter" em situações das quais não sei bem como vou sair, mas lá acabo por encontrar uma solução (as prendas handmade são disso exemplo)*. Esta é a Semana da Leitura na escola da C., pelo que, na quinta-feira, vou à sala de aula ler uma história à turma dela. Hoje, quando a fui buscar disse-me o seguinte: "Sabes, as mães que foram hoje ler uma história trouxeram prendas (...)
Seg | 27.03.17

Voltei à infância

CremePimenta
Ontem voltei à minha infância. Voltei a ser uma menina que sonha com castelos e magia, embora prefira sempre o príncipe na sua versão de monstro suave. Sim, onde C. e eu fomos ver a nova versão da Bela e o Monstro. A expectativa era muito - tanto minha como dela - mas o meu entusiasmo deveria ser ainda maior, não fosse A Bela e o Monstro o filme - a par com a Bela Adormecida - aquele que mais vezes vi na sua versão VHS (!) que ainda vive em casa dos meus pais. Li muito sobre o (...)
Sex | 24.03.17

Este mundo assusta-me

CremePimenta
Creio que foi a 11 de Setembro de 2001 que tivemos o primeiro embate com a realidade e percebemos que o mundo que conhecíamos mudou. Além do horror e sofrimento, o terrorismo trouxe até junto da nossa bolha de conforto - que infelizmente não se vive noutras zonas do globo - a incerteza de não sabermos quando alguém que está a nosso lado, seja um vizinho, um conhecido ou simplesmente alguém anónimo que se cruza connosco na rua na azáfama do dia-a-dia, vai desatar a cometer (...)