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cremepimenta

Qui | 15.01.15

A segunda viagem

Sempre pensei que uma segunda gravidez seria, necessariamente, diferente. E claro que é.
Mas se há coisas sobre as quais acho que somos mais despreocupadas numa segunda gravidez, há outras que ganham toda uma nova dimensão.
A começar pela decisão de engravidar em si (caso seja planeada como no nosso caso). Não sei bem porquê, mas acho que a decisão de ter um segundo filho(a) foi mias difícil de tomar. E depois é os timings. Se na primeira gravidez era quando tivesse de ser, numa segunda já há todo um calendário do primeiro filho que nos faz balançar.
Primeiro a diferença de idades. Depois, após o segundo risco no teste e aquele sorriso parvo do "e agora?!", começam as contas para saber quando deverá nascer e pensar se poderemos, eventualmente, perder algum momento importante da vida do(a) mais velho(a).
Outra coisa que - às vezes - me faz pensar é o tempo de internamento. A minha filha esteve praticamente 5 dias "nas luzes" por causa da puta da icterícia. Se na altura me questionava como é que havia mães que optavam por ter alta enquanto os bebés ficavam internados, agora acho que as compreendo melhor... praticamente uma semana no hospital havendo outra criança em casa é complicado.
Depois é a eterna comparação entre a primeira e a segunda gravidez, o relembrar de como nos sentíamos, enfim, toda uma panóplia de pormenores. Até o sentimento de culpa quando percebemos que já não fotografamos a barriga há umas 3 semanas...
Acima de tudo, acho que a verdadeira diferença é a disponibilidade. Numa primeira gravidez e à parte do trabalho, toda a nossa atenção pode centrar-se no maravilhoso fenómeno que se desenrola no nosso corpo. Mas numa segunda (ou terceira...ou quarta), há já um filho(a) que precisa e exige a nossa atenção.
Mas há algo que não me deixa nunca de surpreender. O maravilhoso milagre da vida. Ou como, de facto, os nossos corpos foram feitos para isto e, quase sem se dar por ela, gerámos um novo ser. Mais um bocadinho de nós.

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