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cremepimenta

Ter | 18.04.17

As notícias e o mundo

Hoje proponho um post diferente. Vou fazer uma espécie de revista de imprensa a duas notícias que me despertaram várias questões.

- Começo por esta notícia: "Bebé de três meses interrogado por suspeita de terrorismo após erro em formulário"

Ora, esta situação levanta-me algumas dúvidas. Desde logo, como é possível chamarem para interrogatório um bebé de 3 (sim três) MESES?

Depois também me questiono de qual a eficácia de constar num formulário de pedido de autorização de viagem a questão "procura envolver-se ou já esteve envolvido em actividades terroristas, espionagem sabotagem ou genocídio?"?! Haverá alguém que viaje com más intenções, que as declare assim, abertamente, num formulário de entrada? Gosto de acreditar na humanidade e na honestidade de cada um.

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- Em Portugal o regresso do Sarampo é uma das notícias em destaque, associada à pseudo-moda de não vacinar os filhos, gerando discussões sobre "Pais que não vacinam as crianças: direitos e deveres"

Eu até sou uma pessoa que acredita na liberdade dos outros e na máxima de que cada um sabe de si, mas nesta matéria desculpem, não vejo teoria que possa justificar esta opção. Excepto nos casos clinicamente justificados, não vejo razão lógica para recusar as vacinas (gratuitas) integradas no plano nacional de vacinação*. Se é a este mesmo plano que devemos o facto de algumas doenças serem consideradas "do passado", porque raio havemos de desafiar a sorte e jogar ao acaso com a saúde e vida dos nossos filhos? E pior, dos filhos dos outros.

Agora parece que é moda ir contra a evolução médica. Compreendo a defesa de uma maior humanização dos cuidados de saúde, mas recusar tratamento ou intervenção médica só porque "é mais natural" ou porque a corrente em voga actualmente na Internet assim o defende para mim, pura e simplesmente, não faz sentido.

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Acho que vou voltar a recorrer à Mafaldinha:

mundo.jpg

 

*posição diferente tenho em relação às vacinas que não integram o plano, mas são recomendadas por muitos pediatras. São geralmente (demasiado) caras e, logo, não acessíveis a todos. Nós optámos por dar essas vacinas às miúdas, mas considero que se são realmente importantes então deveriam ser incluídas na vacinação gratuita.

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